Pela Ética e Compaixão

Assumimos que por esta altura já tenhas informação suficiente para perceber que:

  1. Os animais são seres sencientes com direito a viver em liberdade, paz e amor;
  2. Alimentar-te de produtos de origem animal é privá-los desse direito, condenando-os a uma existência miserável repleta de crueldade e sofrimento;
  3. A produção de produtos de origem animal é uma indústria extractiva que, além de sacrificar vidas inocentes, esgota os recursos naturais da Terra, diminui a biodiversidade, tem elevadas taxas de desperdício alimentar e de produção de resíduos poluentes do ar, da água e da terra;
  4. O consumo continuado e frequente de alimentos de origem animal é um grande potenciador da incidência da maioria das causas de morte dos seres humanos: ataques de coração, doenças respiratórias, cancro, diabetes, alzheimer, etc;
  5. Não precisas de te alimentar de produtos de origem animal para teres uma vida plena e saudável.

O que sobra então que justifique o consumo de alimentos de origem animal? A sensação sensorial dada pelo paladar? A manutenção de hábitos culturais e estilo de vida que te foi passada por progenitores ou incutida pela sociedade? O ser a ordem natural das coisas pois estamos no topo da cadeia alimentar?

Se te pautas pelo respeito para com os outros, por praticar o bem e evitar fazer o mal, porque não estendê-lo a outras espécies sencientes? Se reconheces que os animais sentem e sofrem o que lhes é infligido qual o racional de patrocinares actos que lhes provocam angústia, sofrimento e morte prematura? Porque és capaz de o aceitar sobre eles e não sobre humanos? Por serem de uma outra espécie? Serás um especista?

O palato é um sentido que desfruta do sabor de iguarias gastronómicas; já estas não passam de físico-química alimentar que, felizmente pode, na sua grande maioria, ser replicada com alimentos de origem vegetal. Já exploraste a gastronomia vegana? Experimentaste produtos e testaste receitas? Irás surpreender-te com a inexistência de perda de sabor e com as sensações provocadas pelas deliciosas comidas. Mas se, hipoteticamente, não fosse equiparável, far-te-ia sentido condenar seres sencientes para dares resposta a um capricho sensorial? O ser humano exerce a sua plena consciência através de escolhas continuadas e provavelmente não cometerias um crime para saciar desejos sexuais, obter dinheiro fácil, porque consideras que isso é errado. Porque se torna certo quando os visados são de outra espécie?

A nossa civilização está hoje num patamar que nos permite olhar para o problema da exploração animal com bases seguras de confiança nas alternativas. Tal como no passado colocámos em causa a escravatura, monarquias, ditaduras, subjugação das mulheres, trabalho infantil, chegou agora a hora de evoluir outro aspecto nocivo da nossa civilização. Existe sempre uma geração a realizar a quebra do status quo. Porque não a nossa?

Por fim o que sentes ao visionar as imagens de animais em sofrimento nas explorações e matadouros? Desconforto? Mal-estar? Peso na consciência? Alimenta esses sentimentos pois são genuínos e naturais. A compaixão para com outros seres sencientes é parte integrante da natureza humana. Para quê gastar energia em conter esses sentimentos para justificar/aceitar o injustificável/inaceitável? Libertar-te é libertá-los.

Obviamente muito mais há a dizer do ponto de vista ético pelo que deixamos aqui alguns vídeos que te poderão deixar a pensar.

%d bloggers like this:
search previous next tag category expand menu location phone mail time cart zoom edit close